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clique aqui para ver o texto em tela cheia 1. APRESENTAÇÃO ouça apenas o som (1ª parte) Neste vídeo vamos conversar um pouco sobre o ensino do
Esperanto. Estou
gravando essa conversa em português para que os alunos também possam
assistir e aproveitar algumas sugestões. O texto deste vídeo você
encontra em www.fluencia.uni.cc
Como o Esperanto é uma língua relativamente fácil, muita gente se propõe a ensiná-lo. Boa vontade é fundamental, mas um pouco de conhecimento técnico sobre como ensinar traria melhores resultados. Em alguns métodos mais modernos, percebi algumas correlações com o que Andreo Cseh já falava em 1930. Nesse
vídeo eu gostaria de mostrar algumas possibilidades sobre como se
pode conduzir uma aula.
Naturalmente esse não é o único meio de ensinar: são sugestões
que vocês podem
experimentar ou adaptar, pois cada pessoa tem sua própria maneira de
ensinar e de aprender.
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clique aqui para ver o texto em tela cheia A maioria dos Esperantistas não consegue falar fluentemente. Alguns conhecem bem as regras gramaticais, têm um vocabulário razoável, conseguem até escrever uma carta em Esperanto. Mas geralmente não conseguem entender o que é falado em um programa de rádio em Esperanto e não conseguem manter uma conversa fluente em Esperanto.
Esse é um problema que acontece com
estudantes de Esperanto, com estudantes de inglês, de espanhol, ou de
qualquer outra língua. É
um falha grave nos cursos, que acaba por desanimar muitos alunos.
A
experiência mais gratificante que existe é poder falar fluentemente;
conversar com esperantistas durante um congresso, ou com um visitante
estrangeiro do Pasporta Servo, ou mesmo pelos bate-papos de voz na
internet. Isso é vivenciar o verdadeiro Esperanto. A fluência é o objetivo principal desse vídeo, pois quanto mais pessoas estiverem falando fluentemente o Esperanto, conversando em Esperanto, usando o Esperanto, mais próximos nós estaremos da utilização oficial do Esperanto por parte de todos os governos do mundo. O Esperanto não é a língua dos anjos, nem a língua do futuro. O Esperanto é a minha língua, nossa língua e nós podemos usá-la hoje, aqui e agora. |
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clique aqui para ver o texto em tela cheia Todo curso de Esperanto começa explicando as regras de pronúncia, pois a pronúncia correta é a base do conhecimento, da fala. A pronúncia do Esperanto é muito fácil e ainda tem a vantagem de ser regular. O professor
não precisa explicar todas as
regras de pronúncia de uma vez, mas de preferência, explicá-las
conforme forem aparecendo nas lições do livro. Teoricamente,
bastaria explicar as regras, e qualquer pessoa poderia pronunciar
qualquer palavra ou frase em Esperanto. Teoricamente.
Mas na prática não é isso o que acontece, pois além dos erros
de pronúncia, existe o sotaque.
Vou falar sobre o sotaque. Imagine
se você encontra um francês
que fala Esperanto com sotaque forte.
Mi parrôLÁS esperrânTÕN hodiaÚ en la kongrreSÔ. Fica difícil, né ? Mas,
e um brasileiro ? Mi eŝtaŝ iŝperanĉiŝtú. Os
seus colegas, que estão acostumados com esse sotaque na fala do português
não terão problemas, mas estrangeiros não vão entender.
Isso não pode acontecer no Esperanto.
Precisamos ter muita atenção com a pronúncia e evitar o
sotaque. Vamos ver alguns detalhes.
O
professor lê parte de uma frase e pede que os alunos repitam.
Os alunos devem repetir
todos juntos e sincronizados, pois se falarem de maneira
desencontrada, o professor não tem como perceber quem está errando.
Caso necessário, ele lê e dá a entrada como em música, 1,2,3 ... O
professor deve incentivar todos
os alunos a repetir alto e claro,
sem engolir palavras ou fingir que falam. Falar de maneira errada ou
certa, mas com segurança. Se
o aluno falar corretamente, porém com voz baixa ou insegurança, peça
para repetir. O
aluno deve repetir todas as vezes que o professor pedir, pois não
se trata de um teste, é para
fixar melhor e dar mais segurança. Depois de bem praticado em
grupo o texto, o professor escolhe alguns alunos para representar o
texto.
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Melhor
se professor anotar em uma ficha apenas
os erros mais graves de cada
aluno e concentrar atenção nesses erros.
Assim que o aluno superar esses erros mais graves, o professor
pode começar a corrigir os outros erros menos graves.
Os alunos podem escrever no livro algumas dicas de pronúncia, como por
exemplo, um acento circunflexo nas letras E e O para se lembrar de não
pronunciá-las de maneira aberta. Pode
acontecer de haver um aluno que já saiba bem a pronúncia comece a
corrigir os outros. O
professor não deve permitir isso, mas pode pedir eventualmente que ele
faça a leitura inicial. É uma maneira de ir acostumando alunos mais
adiantados a ensinar também.
O
orgulho, ou a vergonha, de falar de modo errado na frente dos
outros faz com que com o aluno evite falar.
É preciso explicar que todos são aprendizes, e que é
errando que se aprende.
Os alunos devem fazer de conta que são crianças que estão
aprendendo. Para
falar francês é preciso fazer biquinho. Por exemplo une fleur. Mas
tem aluno que tem vergonha e se recusa a fazer biquinho. Este aluno está falando errado e na França iria ser motivo
de piada. Os franceses iriam apontar e dizer, "olha como ele fala
engraçado". Em
esperanto não é preciso fazer biquinho, mas tem alguns sons que são
diferentes do que em português, e o aluno tem que ter a boa vontade
de pronunciar do jeito certo e não do jeito que ele quer.
Sempre que estudar em casa, o aluno deve ler em voz alta, mexendo a boca, ouvindo o CD. Sempre estudar em voz alta. Nunca relaxe com a pronúncia, pois a pronúncia correta é a base da fala e da fluência.
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clique aqui para ver o texto em tela cheia 4. COMPREENSÃO AUDITIVA É
fundamental que o aluno desenvolva a capacidade de entender o esperanto
falado, apenas ouvindo, sem precisar ler.
O professor pode ler trechos do livro, e pedir que os alunos
traduzam, porém estando com os livros fechados.
O
mesmo deve ser feito também com o CD que acompanha o livro, para
treinar a compreensão auditiva com outras vozes além da voz do
professor. Alunos têm a tendência
de conseguir entender a voz do professor, mas de não entender outros
falantes. Por isso é
importante usar outras fontes sonoras, com outras vozes e outros sotaques. Para
isso pode-se usar CDs de músicas, inicialmente acompanhando pela
letra no encarte, de preferência cantando junto.
Depois tentando cantar sem a leitura do encarte.
No
portal http://www.musicexpress.com.br/Genero.asp?genero=36
existem diversas músicas em MP3.
Ouvir
rádio em Esperanto é uma excelente maneira de praticar. Em http://www.radioarkivo.org
existem gravações de diversas rádios que transmitem em
Esperanto.
A
www.radioverda.com é
excelente, pois usa um vocabulário mais informal.
Alunos
geralmente não escutam rádios porque não conseguem entender.
Mas também não conseguem entender porque não escutam rádio.
Para
romper esse círculo vicioso, é importante que o aluno insista em
ouvir rádio mesmo que não entenda. Não é preciso se esforçar para
tentar entender, apenas escute. Deixe as palavras irem entrando sem
compromisso. Com o passar do tempo, o aluno começará a entender muita
coisa. Existem também muitos vídeos em Esperanto. Recomendamos muito o uso em aula do vídeo-curso Pasporto al la Tuta mondo. http://pt.lernu.net/kursoj/pasporto/index.php Existem
muitos vídeos que podem ser comprados para usar em aula e outros
gratuitos na internet.
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clique aqui para ver o texto
em tela cheia
Quando
estudamos Geografia, Matemática, História, ou outra matéria,
estudamos de maneira racional, objetiva e consciente.
É importante notar que a aula é o tempo inteiro na língua
portuguesa. Já
no ensino de línguas, o correto, é ensinar diretamente na língua
que se está estudando, evitando ao máximo o uso do português. Se
estamos estudando Esperanto, a aula deve ser a maior parte do tempo em
Esperanto, desde a primeira aula. Como
o aluno está acostumado a estudar outras matérias usando o português,
ele geralmente cobra explicações em português.
Para o professor é
mais fácil ensinar, também usando o português, dando tradução do
vocabulário, dando explicações gramaticais, tudo em português.
Então, tanto o aluno, quanto o professor, têm a tendência
de usar mais o português durante a aula.
Isso é um erro grave e é a causa da falta de fluência do
aluno. O aluno não deve escrever a tradução de
palavras no livro. Se necessário escreva em um caderno separado.
Se ele não se lembrar da tradução de uma palavra, ele terá
que forçar a memória, ou ter o esforço de procurar em outro lugar.
Já se a tradução estiver ao lado, não existe esforço e por
isso não há memorização. Durante
um tempo, eu dei aulas de alemão como reforço para alunos do Curso de letras de PUC.
O objetivo da aula era reforçar a gramática e o vocabulário,
pois era o que cairia nas provas. Fiquei impressionado pois os alunos já sabiam grande
parte da gramática alemã e tinham um vocabulário bem rico,
conheciam literatura germânica. Mas tinham uma pronúncia péssima e
não falavam alemão. Conheciam
uma lista enorme de palavras, sabiam as regras gramaticais de cor, mas não
falavam alemão. Esse
é um problema clássico no ensino de línguas, e não é culpa do aluno
não. Ou o método está errado, ou o professor não sabe usar o método.
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Da
mesma forma, não é de grande
utilidade decorar regras e palavras isoladas e armazenar esses "pedaços de língua" em algum lugar da memória.
Assim como as peças da bicicleta não vão se montar sozinhas,
esses elementos de língua não vão se transformar magicamente em
estruturas e frases prontas para serem utilizadas. Ter
um bom vocabulário e conhecer as regras gramaticais é apenas o início,
mas é preciso juntar tudo
isso em estruturas lingüísticas.
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clique aqui para ver o texto em tela cheia Esses
exercícios tentam simular a maneira como aprendemos a nossa língua
materna, quando éramos crianças. Uma criança diz: -
"Mamãe, eu quero mamadeira" sem saber o que é
sujeito, nem objeto direto, sem fazer analise sintática. Criança
não estuda gramática, nem decora lista de palavras.
Ela repete, fala o que ouve e USA tudo o que sabe.
Uma criança de 4 anos tem um vocabulário muito limitado, mas
consegue se expressar muito bem. Um
aluno com 4 anos de estudo tradicional de idioma, possui um vocabulário
bem mais sofisticado, porém não consegue se comunicar. Vamos
ao exercício. O professor deve preparar antecipadamente
perguntas que contenham o vocabulário e a gramática a serem
exercitados. Mande
os alunos fecharem os livros.
Aluno sem livro geralmente entra em pânico, mas isso é necessário
para exercitar a estrutura de conversa olho no olho.
O
aluno deve sempre dar uma resposta completa e não responder
simplesmente jes ou ne.
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O
professor repete a mesma pergunta para outros alunos, sempre ajudando os
alunos a responderem, pois isso não é um teste.
Se a classe for grande, os alunos devem responder em conjunto.
Depois
o professor faz pequenas alterações na pergunta, mantendo a
mesma estrutura.
-
Kiel li
nomiĝas
? aponta
para uma aluna e pergunta à classe ou a outro aluno: -
Kiel ŝi
nomiĝas
? É
importante que as perguntas sofram apenas pequenas variações, mantendo
e exercitando a mesma estrutura. Desta forma o exercício se torna muito
fácil e qualquer aluno consegue repetir com fluência e
naturalidade. Se um aluno não
conseguir repetir corretamente, o professor deve ajudar, repetindo a
afirmação, repetindo a pergunta e até mesmo "soprando" a
resposta, pois o objetivo não é testar o aluno e sim exercitá-lo.
Pode
apontar para um aluno e perguntar:
Ĉu
li estas lernantino de la angla ?
Geralmente
os alunos percebem o erro da pergunta e assim reforçam o aprendizado da
regra gramatical da formação do feminino em Esperanto. Em outros momentos o aluno deduzirá regras
gramaticais através desses exercícios. Isso é a aplicação do ensino
construtivista. |
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7.
CONVERSAÇÃO Na
parte final de toda aula, depois de treinar a pronúncia, dar breves
explicações gramaticais, introduzir novas palavras e fazer os exercícios
de estrutura, podemos passar para a conversação.
Certamente
não, pois o único jeito de aprender a andar de bicicleta é andando de
bicicleta e até levando alguns tombos. Nessa
hora da conversação livre, o aluno deve estar livre para cometer
alguns erros e o professor não
deve corrigir erros de pronúncia, nem de gramática. O professor
somente deve intervir se o aluno disser algo incompreensível.
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Alunos
geralmente acreditam que não conseguem falar fluentemente porque têm vocabulário pequeno. Mas isso não é verdade, pois
quase sempre têm vocabulário suficiente, somente não conseguem utilizá-lo
rapidamente por falta de treino.
Jogo da memória Se
você jogar o jogo da memória com 30 peças vai ser difícil e lento,
mas se jogar com
apenas 6 peças será
bem mais fácil. No
princípio é melhor ter um vocabulário menor para ter um acesso mais
fluente à memória. Primeiramente
precisamos
conseguir ter rapidez de acesso
ao
vocabulário já conhecido e depois ir aumentando gradativamente o
vocabulário, mas sempre com exercícios para não perder a fluência. No inicio, quanto mais palavras você
tentar decorar, menos fluência você terá.
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Geralmente o aluno pergunta algumas
palavras que gostaria de saber, mas Porém com vocabulário limitado não se
pode esperar uma conversação muito rica e variada.
Mas no início, o
tema da conversa não é de grande importância, o importante é
falar.
Se não conseguimos falar ou responder sobre um determinado
assunto, podemos mudar de assunto, ou até mentir.
Se por exemplo queremos falar de uma coisa que detestamos, porém
não sabendo como falar "eu detesto",
minta e fale "eu adoro".
Vale mudar de assunto, vale mentir, só não vale falar em
português.
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A
tradução é um grande empecilho na hora da conversação. Não se
deve traduzir, nem pedir palavras ao professor durante a conversação.
O aluno deve tentar se expressar apenas com as palavras que conhece.
O
grande objetivo da conversação é fazer com que o aluno aprenda a contornar
obstáculos, aprender a expressar uma idéia usando apenas aquilo
que já sabe. Se não
sabe como dizer "tubarão", diga "peixe grande
que come pessoas", se não sabe dizer
"peixe" diga "animal que vive na água", se não
sabe dizer "animal", diga "coisa".
Não
importa se a conversa ficar parecida como "fala de índio"
que diz: "aquela coisa
que serve para coisar a outra coisa".
O importante é falar, destravar a fala, desinibir. Depois disso fica fácil aumentar o vocabulário. -
A primeira, do Esperanto para o Português, é de acesso rápido; -
a segunda, do português para o Esperanto, é muito mais lenta. -
categoria A - que traduz da língua nacional para Esperanto; -
categoria B - traduz do Esperanto para língua nacional. (muito mais fácil)
Isso
acontece porque as palavras do português você usa toda hora e
Já
as palavras em Esperanto, apesar de você saber, elas estão |
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O professor deve se esforçar sempre para promover a integração entre diferentes turmas de alunos, organizando encontros periódicos destas turmas em um dia especial. Nesses
encontros, seria interessante que alguns alunos mais adiantados
preparassem uma pequena apresentação, como uma declamação ou
leitura, ou, quem sabe até, uma pequena encenação teatral.
Bate-papo
de voz. http://babilejo.cjb.net/
(paltalk) http://www.tejo.org/uea/Skajpo_Instalado
(skype) Seria interessante que em toda aula o professor reservasse 5 minutos para repassar informações gerais sobre o Esperanto e também notícias do mundo esperantista. Procure informações nas páginas: www.raporto.info/brazilo portal de Notícias em português sobre o Esperanto Liga Brasileira de Esperanto Juventude Esperantista www.ileibr.org Lista Eki Lista Esperanto BR
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clique aqui para ver o texto em tela cheia Durante as aulas, o professor pode pedir eventualmente aos alunos mais aplicados que façam uma leitura ou expliquem algo de gramática. Com isso, sem perceber eles vão se transformando em
auxiliares ou monitores. Após
o término do curso básico e intermediário, esses alunos podem se
tornar professores em novos cursos. É importante que o professor mais antigo incentive a criação de novas turmas, com novos professores. Se os novos professores ainda estiverem inseguros, o professor antigo deve ajudar indo às aulas, porém sem falar nada. Qualquer comentário ou crítica ao método deve ser feito depois da aula, para não prejudicar a autoridade do novo professor diante de seus alunos.
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Emilio Cid
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